15 de maio de 2026

PESQUISA DE ACEITAÇÃO DE FRUTAS

 

Pesquisa de Aceitação de Frutas 


1. Introdução

A alimentação escolar desempenha papel fundamental na formação de hábitos alimentares saudáveis, especialmente na infância, fase em que ocorre a consolidação das preferências alimentares. Nesse contexto, a oferta regular de frutas no ambiente escolar contribui para a promoção da saúde, prevenção de doenças e desenvolvimento adequado das crianças.

Considerando a importância da aceitação alimentar para a efetividade do cardápio escolar, foi realizada pesquisa de aceitação das frutas ofertadas nas unidades escolares, com o objetivo de avaliar o nível de aprovação e subsidiar o planejamento de ações de Educação Alimentar e Nutricional.


2. Objetivo

Avaliar o índice de aceitação das frutas ofertadas no ambiente escolar, por meio da manifestação “Gostei” e “Não gostei”, subsidiando o planejamento do cardápio e ações de Educação Alimentar e Nutricional.

 

3. Metodologia

A pesquisa foi realizada presencialmente, com abordagem coletiva em cada turma das unidades escolares avaliadas: CEMEI Francisca Luzia de Avelar, CEMEI Vera Lúcia Monteiro Prado e EMEF Gil Alexandre Borges.

A aplicação ocorreu da seguinte forma:

  1. A responsável pela atividade percorreu sala por sala.
  2. Inicialmente foi realizada uma roda de conversa com os alunos, com o objetivo de avaliar o nível de familiarização das crianças com as frutas e compreender seus hábitos de consumo no ambiente coletivo.
  3. Em seguida, foram apresentadas imagens ilustrativas de cada fruta (banana, melancia, maçã, laranja e mamão).
  4. Após a apresentação individual de cada imagem, foi feita a pergunta:
    “Você gosta dessa fruta?”
  5. As crianças que gostavam da fruta manifestavam-se levantando a mão.
  6. As que não levantavam a mão foram consideradas como manifestação de “não gostei”.

A metodologia adotada foi adequada à faixa etária das crianças, garantindo compreensão da proposta e participação ativa no processo.

Os dados foram contabilizados por unidade escolar, separando as respostas em “Gostei” e “Não gostei”, sendo posteriormente consolidados e analisados quantitativamente e percentualmente.

Avaliar o índice de aceitação das frutas ofertadas no ambiente escolar, por meio da manifestação “Gostei” e “Não gostei”, subsidiando o planejamento do cardápio e ações de Educação Alimentar e Nutricional.

 

4. Resultados Gerais (Consolidado das Unidades)

No total das três unidades escolares avaliadas, foram registradas:

  • 893 manifestações “Gostei” (72,8%)
  • 334 manifestações “Não gostei” (27,2%)

Os resultados demonstram boa aceitação global das frutas ofertadas, com percentual superior a 70% de aprovação.

 

5. Análise por Unidade Escolar

5.1 GIL ALEXANDRE BORGES

A unidade apresentou índices satisfatórios de aceitação, com destaque para:

  • Laranja – 88,9%
  • Banana – 87,2%
  • Maçã – 76,7%
  • Melancia – 71,8%

O mamão apresentou menor aceitação (42,7%), configurando-se como a fruta com maior índice de rejeição nesta unidade. Observa-se preferência por frutas de sabor mais doce e de maior familiaridade.


 


5.2 CEMEI FRANCISCA LUZIA DE AVELAR

Apresentou o maior índice proporcional de aceitação entre as unidades avaliadas.

Destaques:

  • Banana – 92,4%
  • Maçã – 87,9%
  • Laranja – 86,4%
  • Melancia – 75,4%

O mamão apresentou 57,6% de aceitação. A unidade demonstra bom estímulo ao consumo de frutas na educação infantil, refletindo padrão alimentar positivo.

 

 

5.3 CEMEI VERA LÚCIA MONTEIRO PRADO

Apresentou aceitação majoritária, porém inferior às demais unidades.

Destaques:

  • Banana – 76,7%
  • Maçã – 68,8%
  • Laranja – 64,5%
  • Melancia – 62,3%

O mamão apresentou 47,6% de aceitação, com leve predominância de rejeição. Sugere-se fortalecimento de ações de Educação Alimentar e Nutricional, especialmente voltadas à ampliação da aceitação do mamão.

 

 

 


6. ANÁLISE COMPARATIVA POR FRUTA

De forma geral:

  • Banana apresentou maior índice médio de aceitação nas três unidades.
  • Laranja, melancia e maçã também apresentaram uma alta aceitabilidade.
  • Mamão foi a fruta com maior índice de rejeição em todas as unidades escolares.


Esse padrão foi observado que pode estar relacionado a:

  • Preferência por frutas de sabor mais doce e textura mais firme.
  • Resistência sensorial ao mamão: odor, textura ou maturação.

 

6. CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS

Os resultados indicam:

1.      Boa aceitação geral das frutas no ambiente escolar.

2.      Manutenção das frutas com maior adesão no cardápio.

3.      Necessidade de estratégias específicas para ampliação da aceitação do mamão.

 

Observação: Ressalta-se que não foi possível realizar a aplicação da pesquisa de aceitação na escola CEMEI Maria Aparecida Guarniere, localizada no Distrito de Laranjeiras. As atividades destinadas as Unidades Escolares localizadas no distrito de Laranjeiras dependem de transporte para o deslocamento até o distrito. No período previsto, não houve disponibilidade de transporte em tempo hábil para a realização da ação. Destaca-se ainda que, na data em que a atividade foi realizada na unidade GIL Alexandre Borges, também no Distrito de Laranjeiras, ocorreram situações operacionais que impediram a extensão da aplicação para a outra escola no mesmo dia.

Assim, a aplicação da pesquisa no CEMEI Maria Aparecida Guarniere permanece pendente, podendo ser realizada posteriormente, conforme disponibilidade de transporte.

 

 

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10 de abril de 2026

EDUCAÇÃO NUTRICIONAL: MONTANDO CARINHA COM FRUTINHAS



MONTANDO CARINHA COM FRUTINHAS

 Foi realizada uma atividade de Educação Nutricional nos CEMEI's Maria Aparecida Guarnieri, Vera Lúcia Monteiro Prado e Francisca Luzia de Avelar, com a proposta de incentivar o consumo de frutas por meio de uma abordagem lúdica, além de estimular a independência das crianças e contribuir para a formação de hábitos saudáveis desde a infância.

A dinâmica foi organizada no formato de uma “tendinha”, onde as frutas: mamão, banana, maçã, melão, mexerica e uva, passaram por higienização prévia, foram cortadas e distribuídas separadamente em recipientes. Cada criança pôde escolher livremente as frutas que desejava colocar em seu prato, exercitando a autonomia no momento da seleção.

Após essa etapa, os alunos utilizaram as frutas para montar “rostinhos” nos pratinhos, criando diferentes expressões e combinações de acordo com a própria imaginação. A atividade permitiu ampla liberdade de criação, favorecendo a expressão individual e a interação entre os colegas. Ao término das montagens, as frutas foram consumidas pelas próprias crianças, que também tiveram a possibilidade de retornar à tendinha para repetir as frutas preferidas ou elaborar novas composições.

Foi perceptível o envolvimento e a animação da turma durante toda a atividade, com boa aceitação das frutas oferecidas. Ressalta-se que o mamão, alimento que geralmente apresenta menor preferência entre as crianças, foi servido em formato de pequenas bolinhas, estratégia que facilitou sua experimentação e aumentou sua aceitação.

Diante disso, verifica-se que a proposta atingiu sua finalidade, proporcionando uma experiência positiva com as frutas, fortalecendo a autonomia infantil, promovendo a socialização e incentivando práticas alimentares mais saudáveis de forma leve e significativa.